terça-feira, 23 de junho de 2009


"Não adianta. Tudo isso eu vivi sozinha. Você quer fazer parte dessa história mais do que te pertence. Mas não adianta. Cada suspiro eu vivi por mim, e valeu apena. Foram todos momentos que desejei, sonhei e se concretizaram. Só eu sei o que realmente aconteceu. Só eu senti as dores e os prazeres desse sobro de brisa quente nos cabelos. Por mais que você invente possibilidades, histórias, imagine como foi cada minuto e tente roubar minha memória, aquela moça linda que encantou a minha vida só pode ser vista através dos meus olhos. Você pode até conhecê-la, criar na sua cabeça os devaneios que tivemos, tentar vive-los com ela, mas não vai conseguir. Tudo foi único e exclusivamente feito naquele momento que não existe mais. Sim, ela é a ex-namorada, aquela a quem você teme e se pergunta: Será? Será que ela volta? É por causa dela que as noites de boemia não são mais tão bonitas para você, afinal, o que acontecerá se estas noites de devaneio, de cerejas na praia, de suspiros latinos voltarem?
Hoje eu tive vontade de rir. O melhor é saber que sim, ela vive dentro de mim e ninguém nunca poderá apagar o que passou. Felizmente, você ainda não tem o poder de apagar a minha memória."
"Diário da Nova Era", Jamie Flavour

segunda-feira, 22 de junho de 2009

click!


tô aprendendo minha gente... mas já é um começo, não é?

backstage Simone Nunes


Backstage Erika Ikezili

backstage Agua de Coco

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Buemba Buemba!

Como disse José Simão, finalmente a vingança dos três porquinhos


em homenagem a Clau
Dica: BandNews 8h40 da manha tem o macaco José Simão na área sempre com uma piada pronta para animar o dia, vale a pena.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sonhos da Menina

A flor com que a menina sonha
está no sonho?
ou na fronha?

Sonho
risonho:

O vento sozinho
no seu carrinho.

De que tamanho seria o rebanho?
A vizinha apanha
a sombrinha de teia de aranha...

Na lua há um ninho
de passarinho.

A lua com que a menina sonha
é o linho do sonho
ou a lua da fronha?

Poesias infantis de Cecília Meireles

quinta-feira, 16 de abril de 2009


"E lá tem colchão macio e beija-flores na janela do quarto. Tem fogão e azuleijo antigo. Sofá gostoso e vozinhas divertidas. Pé de maracujá, samambaia, árvore da felicidade e jasmim....tem amor, vontade de voltar para casa e encontrar por lá o cheirinho de lar.. doce lar"

terça-feira, 14 de abril de 2009

O M&M Vermelho


"Tem gente à beça no mundo. Dessas bilhões, somente centenas (quando tanto) chamam nossa atenção ao longo da vida. Gostamos de dezenas. Nos importamos verdadeiramente com, vamos ver, uma dúzia no máximo. Amamos muito poucas, quando amamos.
A probabilidade de encontrar alguém que nos desperte esse sentimento é a mesma de encontrar o M&M vermelho em época de promoção: mínima, mas a esperança nos mantém abrindo pacotinhos. De vez em quando cansamos e nos conformamos com os azuis e os amarelos. Mas, no íntimo, pensamos em quão delicioso seria descobrir o vermelho. Em qual sensação provar o amor nos traria. Elucubramos, sonhamos acordados – mas a vida continua e não se pode viver de sonhos.
Eventualmente esquecemos o bem-fadado vermelhinho e sacamos que a felicidade está em se entregar à cor que se tem ou não se entregar a cor nenhuma (viver sozinho, para alguns, é um alento. Pra mim, um tormento). Desencanamos desse papo de amor: uns por acharem que o encontraram – ou por terem-no encontrado de verdade -, outros por acharem que não existe. E tem os desesperados, compulsivos por abrir pacotinhos (o que é, diga-se, um ótimo meio de ficar infeliz). Enfim: nos acostumamos com o que criamos para nós, afinal cada um escolhe a história que quer viver. E se o enredo não for dos melhores, não adianta culpar os atores – quem escolheu o elenco foi você. Quem escreveu as falas ridículas também. Transferir responsabilidade é muito feio, já te disseram isso?
Daí, no meio de uma atividade banal qualquer – andar pela calçada, passear com o cachorro, jantar fora – alguém nos oferece, despretensiosamente, um pacotinho de M&M. Aceitamos, qual o problema? Nessa altura já nem nos lembramos do papo, outrora tão presente, sobre o vermelho: o assunto morreu por falta de água. Rasgamos o pacotinho e... O que é isso?! É ele. Com sua cor vibrante, sua magia. Não, não era sonho: ele existe e está, nesse instante, em suas mãos. E a promoção está em vigor. Não é o máximo?!
Então tudo o que desejamos pode se tornar realidade. A alegria de acordar com alguém e adorar observar seu rosto mesmo com marcas de travesseiro. A vontade de que o final de semana se anuncie logo e as horas juntos se multipliquem. A dor de estômago que se dá só de pensar em viver sem o sorriso acolhedor e as pequenas trapalhadas. Diante daquele vermelho, finalmente temos a certeza: tudo isso pode ser nosso.
É impossível não ficar bobo-alegre. A vida que levamos até então pode ter sido boa, mas nada comparada à descoberta do amor que sempre acreditamos existir. Mesmo quando fingimos não acreditar. Ficamos inebriados, e nesse atordoamento, prestamos atenção demais em nossos delírios e cometemos um erro gigante: paramos de prestar atenção no M&M vermelho. Sem querer. É como bicho de estimação: enchemos de mimos e cuidados nas primeiras semanas, mas, com o tempo, ele faz tão parte de nossa vida que não nos damos mais conta de sua real importância e diminuímos, sem notar, a atenção e o carinho. Descuidamos. E é aí que acontece: M&M cai no bueiro. Ou outra pessoa passa por nós e, como se nada fosse, o tira de nossas mãos. Quando notamos, o perdemos.
E como dói lembrarmos como era bom. Ou poderia ter sido."

quarta-feira, 25 de março de 2009

sexta-feira, 20 de março de 2009

quarta-feira, 4 de março de 2009

segunda-feira, 2 de março de 2009

O ninho


"E então chegou o ninho que iria unir a história de todos os outros, o refúgio da volta. Ele estará entre os tantos ninhos temporários que ainda nos aguardam mas a volta não terá mais dor. A ida e a volta serão daqui para frente sempre para os braços de quem me segura, de quem eu também seguro e que nunca vou deixar cair"

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Mães zelosas
Pais corujas
Vejam como as águas
De repente ficam sujas

Não se iludam
Não me iludo
Tudo agora mesmo
Pode estar por um segundo

Água mole
Pedra dura
Tanto bate que não restará nem pensamento

Tempo Rei
Transformai
As velhas formas do viver...

A receita infalível de Isaac Azar

Dirigia meu carrinho num domingo chuvoso para beber uma taça de vinho com minha querida mamãe. O bistrô Paris 6 parecia estar lotado - afinal, os melhores lugares são sempre os mais disputados - e para não alargar o meu sofrimento em meio a mais uma dessas tempestades de verão, coloquei a cabeça para fora da janela e gritei ao manobrista: - Por favor, confirma o tempo de espera, porque se estiver muito grande não vou ficar! Enquanto o moço já se afastava repetindo os famosos 20 minutinhos de espera ouvi uma simpática voz que ecoou de dentro do bistrô: Mas quem faz questão que vocês fiquem agora sou eu!Era Isaac Azar, dono do bistrô. Vestido no melhor modelito Chef, ele nos pegou pela mão e nos levou a uma charmosa mesa no interior do local. Com um sorriso nos lábios, Isaac se sentou conosco e passamos um bom tempo entre histórias em comum e a cidade de São Paulo. O jornalismo não podia deixar e ocupar um lugar especial nesta história. Por isso, deixo a continuação nas mãos do próprio Isaac em um texto publicado na revista da Folha de São Paulo, em primeiro de fevereiro.

" São Paulo é a cidade. O turismo do futuro no Brasil está aqui. Lembrem-se de Nova York e de Paris. Nenhuma obra divina notável; apenas uma mãozinha de Deus. Um rio que passa no centro, uma ilha separada por um canal. De resto é uma obra humana mesmo.Faz pouco menos de 200 anos, e a antiga Paris tanto ou menos atrativos do que qualquer outra metrópole européia. Para ser franco , talvez Lisboa recebesse mais visitantes do que Paris. A cidade luz ainda não era iluminada com seus belos museus. A torre Eiffel não existia. Tão pouco a Champs-Elysées. Do outro lado do Atlântico, no início do século XIX, Nova York era uma grande e caótica cidade portuária. A Big Apple não tinha seus shows. Não havia o teatro Broadway e a Times Square. Apenas uma cidade horizontal, com favelas abarrotadas, borbulhando de emigrantes escravizados pela chibata de soldos miseráveis. Pó aqui, do lado de biaxo do globo, nosso começo também não era lá grande coisa. Nos primeiros dois séculos de Brasil, éramos o recôncavo da Colônia. Uma vila pobre e abandonada, esquecida pela metrópole. Pensar, então, em São Paulo como capital econômica da América do Sul, isso sim é que era insano. A cidade nada mais era que um grande descampado rodeado por pequenas lavouras de subsistência : uma clareira na mata Atlântica esperando pelos milagres da cana, do café e da indústria. O mais otimista dos bandeirantes jamais imaginaria uma São Paulo capital populacional, política e financeira de todo o hemisfério Sul. O que esperar do amanhã? São Paulo capital de qualquer coisa. Do turismo brasileiro? Será? Desta vez, nada de milagres. Faz dois séculos, um visionário aristocrata, metido a “chef urbanístico”, criou uma receita. Não é tão complicada assim. Como qualquer outra, requer paciência, atenção e disciplina. Primeiro, coloca em uma panela funda bastante investimento em infraestrutura, com vias de circulação ordenadas de maneira lógica. Cozinha até adquirir forma sólida e resistente. Enquanto isso, em uma frigideira aderente, invista em limpeza urbana, azeitando com segurança pública. Adicione algumas pitadas de incentivos a museus, shows, espetáculos, teatros e casas de ópera. Os ingredientes estão todos ai. Misture tudo e deixe agir em fogo brando. A cultura fará o resto. Afinal, Paris não possui as belezas naturais dos Alpes ou da Provence. Nem Nova York , os encantos naturais de Miami Beach. Em momentos quase idênticos, entre 1800 e 1900, ambas empregaram a tal receita, mantida em cozimento até os dias de hoje. O resultado: Paris e Nova York, os dois pólos turísticos do planeta na atualidade. Nossos agradecimentos ao “chef mestre” , Barão Hausmann. Na medida certa, ele soube utilizar o potencial parisiense, temperando-o soberbamente, aguçando ávidos turistas de todas as partes do mundo. "

Isaac Azar, 37, chef, proprietário do restaurante Paris 6 e colunista convidado desta edição da revista Folha de São Paulo

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Mano Chao


Incrível. O ritmo, o carisma, a tragetória.
Tudo que for de raiz ta valendo no grande liquidificador que ele inventou para misturar todos os seus compassos.
E ainda vem com uma dose de rock, afinal ninguém é de ferro!